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Em julho de 2025, o Banco Central do Brasil colocou em circulação a peça que celebra as seis décadas de existência da instituição. Esta peça, a 26ª peça comemorativa circulante desde o Plano Real, carrega consigo não apenas valor facial, mas também um significado histórico. A moeda comemorativa 60 anos banco central é importante no mundo da numismática, e este guia vai explicar-lhe porquê.
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O que celebra a moeda de 60 anos do Banco Central do Brasil?

A moeda comemorativa de 60 anos do Banco Central do Brasil foi fundado em 1965, e a celebração do seu sexagésimo aniversário, ocorrida em abril de 2025, mereceu uma homenagem especial através desta emissão numismática.
De acordo com a própria instituição, a peça faz parte de um conjunto de ações promovidas com o objetivo de "celebrar, documentar, humanizar e compartilhar a sua história".
Diâmetro | 27 mm |
Espessura | 1,95 mm |
Peso | 7 g |
Tiragem | 23.168.000 |
Tipo de metal | Aço inox (núcleo) e aço revestido de bronze (anel) |
Nota: todas as características, exceto a circulação, correspondem às peças Olímpicos Rio 2016.
Detalhes do evento numismático
A autoridade monetária já havia lançado peças comemorativas de R$ 1 em ocasiões anteriores, nomeadamente ao completar 40 e 50 anos. A moeda comemorativa dos 60 anos do Banco Central distingue-se das emissões padrão precisamente pelo desenho comemorativo no seu anverso, que substitui a efígie da República pelo selo alusivo à data.
"Esta moeda não celebra apenas seis décadas de uma instituição, mas a própria resiliência da nossa moeda e o compromisso com a estabilidade que o Banco Central representa para cada brasileiro."
– Gabriel Galípolo
Banco Central
A cerimônia de lançamento contou com a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de nove ex-presidentes do órgão, de ministros de Estado e dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A peça foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional em abril de 2025, e as primeiras imagens foram divulgadas no final de julho do mesmo ano, quando efetivamente entrou em circulação.
Características técnicas da moeda comemorativa
Anverso
No núcleo prateado, destaca-se o selo comemorativo dos 60 anos do BC, acompanhado da marca oficial da instituição e das linhas diagonais de fundo. No anel dourado, constam as legendas e o período.
Atenção: pela primeira vez em peças deste tipo, a legenda usa letras maiúsculas e minúsculas (caixa baixa), o que contraria o padrão tradicional de apenas letras maiúsculas.
Reverso
Permanece o padrão de 1 real comum: o valor de face, o ano (2025), a constelação do Cruzeiro do Sul e o grafismo indígena marajoara no anel.
Tiragem total
23.168.000 unidades
Comparativo: esta tiragem é considerada baixa em comparação às peças de 40 anos (40 milhões) e de 50 anos (50 milhões) do Banco Central. Isso significa que, embora seja uma peça de circulação comum, ela tende a sumir do troco mais rapidamente devido à retenção por colecionadores.

História de peça
Uma tradição decimal 2005–2025. A ideia de lançar peças comemorativas para o Banco Central (BC) não é nova. Ela segue um ciclo de 10 em 10 anos, iniciado em 2005:
Ano | Série de peça | Detalhes |
2005 | 40 | A primeira da série, com tiragem de 40 milhões |
2015 | 50 | A segunda, com tiragem de 50 milhões |
2025 | 60 | A mais recente, que quebrou o padrão de tiragem crescente, tornando-se mais escassa |
Nota: a tiragem de 2025 é próxima à da peça de 1 centavo de 1999.
O processo de criação e aprovação
Em abril de 2025, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a emissão da peça. O anúncio foi estratégico, ocorrendo exatamente no mês de aniversário do BC, fundado em 1º de abril de 1965.
As imagens do design foram mantidas em segredo até julho de 2025, gerando grande expectativa entre colecionadores, que especulavam se a peça seria colorida ou teria um metal diferente (como o de 2 reais). No fim, optou-se pelo padrão bimetálico de 1 real para garantir a circulação em massa.

O lançamento oficial ocorreu em uma cerimônia carregada de simbolismo institucional. O atual presidente, Gabriel Galípolo, recebeu nove ex-presidentes do BC para celebrar não apenas a peça, mas também a história da estabilidade econômica do país.
A peça foi apresentada como parte da série "Conversas Presidenciais", um projeto de memória institucional que entrevistou os antigos gestores da casa.
Ano de ouro da numismática
2025 foi um ano especial porque coincidiu com a alta circulação da peça de 30 anos do Real (Beija-flor), lançada no final de 2024, o que fez com que o brasileiro encontrasse, ao mesmo tempo, duas peças históricas diferentes no troco.
Ficha resumo
Fundação do BC – 1º de abril de 1965
Aprovação da peça – 24 de abril de 2025
Entrada em circulação – 25 de julho de 2025
Valor da moeda comemorativa 60 anos
O valor depende fundamentalmente do seu estado de conservação. Como estamos em março de 2026, ela ainda é considerada uma emissão recente, mas já apresenta uma valorização interessante devido à sua tiragem mais baixa em relação às edições anteriores.
Aqui estão os valores médios praticados no mercado numismático hoje:
Estado | Valor | Detalhes |
MBC (Muito Bem Conservada) | R$ 3–R$ 7 | Você encontra no troco, com sinais de uso e riscos leves |
Soberba | R$ 12–R$ 20 | Pouco uso, que ainda mantém parte do brilho original |
Flor de Cunho (FC) | R$ 30–R$ 50 | Perfeita, sem nenhum sinal de circulação (brilhando) |
Em Cartão (Blister) | R$ 80–R$ 130 | Oficial vendida pelo Clube da Medalha na embalagem |
O que faz o valor disparar?
Se a sua peça de 2025 apresentar erros de fabricação, o valor deixa de ser simbólico e passa a ser de colecionador pesado:
Reverso invertido: se, ao girar a peça de cima para baixo, o desenho do outro lado ficar de ponta-cabeça, ela pode valer entre R$ 400 e R$ 700.
Cunho descentralizado (Boné): Se o desenho estiver torto, deixando uma sobra de metal (aba), o valor oscila entre R$ 350 e R$ 600.
Núcleo deslocado: quando a parte prateada invade o anel dourado, vale entre R$ 200 e R$ 450.
Por que ela vale mais do que a de 50 anos, em 2015?

Embora seja mais nova, a peça de 60 anos teve tiragem de 23 milhões, enquanto a de 50 anos teve tiragem de 50 milhões. Como há menos peças de 2025 disponíveis no mercado, a tendência é que ela se torne mais cara e mais difícil de achar muito mais rápido do que as suas antecessoras.
Dica de conservação: se você encontrar uma dessas brilhando, não limpe a peça com produtos químicos ou com esponjas. Isso retira a pátina original e reduz o valor de mercado ao preço de face.
Instruções de cuidados para colecionadores
Não limpe a peça
Pegue pelas bordas
Armazenamento com cápsulas
Jamais use bicarbonato, limão ou polidores. Isso cria riscos microscópicos que os colecionadores profissionais detectam com lupa, reduzindo o valor em até 80%. O suor e a gordura dos dedos deixam manchas (impressões digitais) que se tornam permanentes com o tempo.
Use holders de papelão (grampeados) ou cápsulas de acrílico. Evite sacos plásticos comuns, pois o PVC libera gases que deixam a peça verde (azinhavre).
Onde e como vender peças?

Não adianta levar ao banco ou à padaria; lá ela sempre valerá R$ 1. Para vender pelo valor de colecionador:
Grupos de Facebook: Procure por "Numismática Brasil" ou por outros. São os lugares mais rápidos para vender, mas cuidado com golpes.
Mercado Livre e Shopee: ótimos para vender peças Flor de Cunho (perfeitas).
Anúncios com vídeo: na numismática, as fotos enganam. Um vídeo curto girando a peça sob a luz de prova que ela tem o brilho de cunho, o que aumenta muito a confiança do comprador.
Lista de verificação peças com valor premium
Antes de vender, verifique se a sua peça tem estes diferenciais que multiplicam o valor:
Segure a moeda com o desenho dos 60 anos em pé e gire-a como uma moeda de cara ou coroa. Se o valor aparecer de cabeça para baixo, você tem um reverso invertido (vale R$ 400+).
Veja se o desenho está centralizado. Se houver sobra de metal em um dos lados (efeito boné), o valor sobe para a casa dos R$ 300+.
Lembre o comprador de que a tiragem de 23 milhões é metade da da moeda de 50 anos. Isso justifica o preço mais alto.










